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Baixos salários são a principal causa de pedidos de demissão espontânea entre jornalistas - 21/11/2008

Levantamento realizado pelo Sindicato dos Jornalistas mostrou que os pedidos de demissão espontânea representam mais da metade das homologações realizadas pelo Sindicato nos últimos 12 meses. A causa mais apontada pelos jornalistas é o baixo salário. Há, ainda, outras causas que podem ser relacionada a essa, como, por exemplo, a falta de perspectiva de crescimento na empresa.

No período entre 1º de novembro de 2007 e 1º de novembro de 2008, foram realizadas 44 homologações no Sindicato. Dos 29 (65,9%) jornalistas que se desligaram por iniciativa própria, apenas sete atuavam em assessorias de imprensa. O restante (22) trabalhava em redações, sendo que 18 deles estavam nas duas maiores redes de Comunicação do estado.

Segundo o Sindicato, nas mesas de homologação os jornalistas apresentaram os mais variados motivos para os pedidos de demissão. A maior parte declarou-se desiludida com os baixos salários, a falta de perspectiva de crescimento e o desrespeito a direitos trabalhistas, como o pagamento de horas extras. Alguns jornalistas saem do emprego para fazer cursos de especialização ou mestrado na área, visando uma melhor colocação no mercado.

Outros dados foram revelados no levantamento realizado. Entre os jornalistas que já tinham outro emprego em vista, a maioria passou a trabalhar em assessorias de comunicação, optando por maiores salários e melhores condições de trabalho. No entanto, um grupo representativo deixa o emprego sem ter um outro em vista. “São repórteres que se dizem dispostos a buscar outros mercados de trabalho, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro”, diz Edlamara Conti, diretora de Finanças do Sindijornalistas e responsável pelas homologações no Sindicato. Eles procuram, até mesmo, outra atividade melhor remunerada.

Empresas
Segundo Edlamara, das demissões realizadas por iniciativa das empresas, duas foram de empresas de assessoria de comunicação e 13 de redações. Ela destaca que uma das demissões de assessoria foi em comum acordo com a jornalista, que saiu para trabalhar na mesma área, porém em empresa de maior porte.
 
Sobre o tempo de serviço, o levantamento mostra que a  maior parte dos demitidos pelas empresas tinha entre dois e três anos de casa. Entre os pedidos de demissão espontânea, dez jornalistas estavam no emprego desde 2004, seis estavam desde 2005 e quatro foram admitidos em 2007.
As homologações são obrigatoriamente realizadas nos sindicatos ou Delegacia Regional do Trabalho, quando o trabalhador tem mais de um ano de casa.

Fonte: Sindijornalistas/ES

CUT/ES

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