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O décimo Congresso Nacional da CUT teve início na noite de ontem com uma solenidade marcada pela representatividade dos movimentos populares e políticos na mesa de abertura. Compuseram a mesa de abertura representantes da UNE, MST, Marcha Mundial das Mulheres, Centrais Sindicais brasileiras e latino-americanas, além de representantes do governo federal. No início do Concut, uma mensagem gravada pela ministra Dilma Roussef deu o recado da ministra chefe da Casa Civil aos congressistas. Ao saúda-los, Dilma enfatizou a importância dos trabalhadores se organizarem e construírem estratégias de luta em um momento em que o Brasil é um país que, no cenário mundial, aparece como o país que foi o último a sofrer os efeitos da crise mundial e será o primeiro a se ver livre dos mesmos. Em homenagem ao companheiro José Olívio, que dá nome ao Concut, vários sindicalistas que morreram no último período foram lembrados, entre eles o companheiro Paulo Bernardes, do Espírito Santo. Em sua saudação ao congresso, o dirigente do MST, João Pedro Stédile, enfatizou a defesa do pré-sal como patrimônio do povo brasileiro e também ressaltou a necessidade das forças representativas da sociedade na construção de um novo projeto popular para o Brasil, principalmente no momento de enfrentamento da crise mundial. O ministro Luis Dulci ressaltou a defesa da democracia em Honduras. Falando em nome do presidente Lula, ele enfatizou o respeito que a CUT merece, na qualidade de maior Central da América Latina e do papel que ela tem desempenhado nesses 26 anos de existência. Dulci lembrou que no período de hegemonia neoliberal no Brasil, não fosse a CUT cumprir o maior papel das entidades populares no Brasil, impedindo várias privatizações, o país não teria o fôlego que apresentou no enfrentamento da crise mundial. Dulci disse que o recado do presidente Lula aos congressistas é de que seria impossível o Brasil chegar onde chegou sem o trabalho desenvolvido pela CUT em suas várias instâncias espalhadas por todo o país. O representante da Central Sindical de Honduras relatou que em seu país há pessoas presas,mortas, hospitalizadas e o povo esta sofrendo muita repressão. Que o golpe em Honduras é apenas um ensaio e coloca em risco as democracias em demais países latino-amiericanos. Disse ainda que o Brasil, que é um país que pode se igualar aos Estados Unidos, deve repudiar veementemente e denunciar o golpe. Ao encerrar a solenidade de abertura, o presidente da CUT, companheiro Artur Henrique disse que as resoluções do Concut devem, necessariamente, registrar o apoio e solidariedade ao povo de Honduras, contra o golpe. Artur ainda ressaltou a necessidade de se reforçar as lutas da Central e a importância do movimento sindical no dia 14 de agosto, quando acontece o ato nacional unificado.Destacou a necessidade de suspensão dos leilões de campos de petróleo e garantia do pré-sal para o povo brasileiro. Artur ressaltou ainda que o congresso atual cria quatro novas secretarias de forma a fortalecer todas as instâncias da CUT e a contemplar cada vez mais o conjunto dos trabalhadores brasileiros.
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